Pais emocionalmente investidos dão às crianças uma vantagem na vida

Pais emocionalmente investidos dão às crianças uma vantagem na vida

Segundo um estudo publicado na revista Frontiers in Human Neuroscience, pais emocionalmente investidos podem dar às crianças uma maior probabilidade de ter sucesso mais tarde na vida.

Olhando para 27 crianças com idade entre quatro e seis anos, o estudo examinou a qualidade do vínculo emocional com seus pais e seu controle cognitivo, incluindo: resistir à tentação, capacidade de lembrar as coisas e se elas eram tímidas ou retraídas.

Maximizar as chances de sucesso das crianças pode parecer assustador e uma meta impossível, mas essa pesquisa descobriu que um ambiente carinhoso e emocionalmente atento pode ser capaz de trazer mudanças favoráveis para a criança a longo prazo.

O estudo envolveu uma combinação de questionários, tarefas comportamentais e medidas eletrofisiológicas. Os pesquisadores analisaram a qualidade do vínculo emocional – referido como disponibilidade emocional (DA) – entre mães e filhos. Em segundo lugar, as funções executivas das crianças foram medidas por meio de vários exercícios.

Finalmente, o estudo mediu as respostas neurais de crianças que foram encarregadas de inibir certos aspectos de seu comportamento. Isto foi conseguido através de EEG (Eletrotroencefalografia), medindo pequenas variações de tensão em certas partes fundamentais do cérebro.

O Dr. Schneider-Hassloff, pesquisador do estudo, observou: “este estudo investigou a associação entre a qualidade da interação emocional e os correlatos eletrofisiológicos de funções executivas em crianças em idades pré-escolares pela primeira vez”, assim, lançando nova luz sobre a importância a longo prazo de nutrir emocional.

Os pais que entendem isso, encorajando a independência de seus filhos enquanto permanecem emocionalmente disponíveis, dão aos seus filhos uma chance melhor de obter sucesso no futuro. Mesmo em dificuldades, eles podem criar um espaço emocional que terá consequências duradouras e poderosas para as futuras habilidades da criança, afirma o estudo.

Os pesquisadores incentivam o trabalho adicional sobre as interações entre cuidadores e crianças, especialmente no caso de crianças situação de risco.

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Por | 2018-09-28T22:37:41+00:00 outubro 8, 2018|Autoestima, Infância|

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