Diagnóstico: Bulimia Nervosa

Diagnóstico: Bulimia Nervosa 2018-05-16T22:01:43+00:00

A bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por episódios frequentes de compulsão alimentar seguidos de grandes esforços para evitar o ganho de peso. Ela afeta homens e mulheres de todas as idades.

Quando você está lutando com a bulimia, a vida transforma-se em uma batalha constante entre o desejo de perder peso ou manter-se magro e uma compulsão avassaladora por comida. Você não quer comer compulsivamente, pois sabe que irá sentir culpa e vergonha depois, mas geralmente acaba se rendendo à compulsão. A seguir, no entanto, é tomado por pânico e por um sentimento de perda de controle, e adota comportamentos compensatórios com o objetivo de contrabalancear o excesso de comida: tomando laxantes e diuréticos, vomitando ou fazendo exercícios físicos em excesso.

Uma pessoa com bulimia pode ficar perdida em um ciclo vicioso de comer descontroladamente e tentativas de compensar tais comportamentos, provocando cada vez mais culpa, vergonha e desgosto. Com o tempo, esses comportamentos podem ficar cada dia mais compulsivos e sem controle e podem criar uma obsessão por comida, perda de peso, dieta e imagem corporal.

Além disso, na maioria das vezes as pessoas com bulimia vão despender grandes esforços para manter seus comportamentos em segredo. E por isso, muitas vezes ela permanece não detectada por um grande período de tempo. Um dos motivos para isso acontecer é que as pessoas que sofrem de bulimia experienciam uma flutuação de peso e não perdem muito peso (como na anorexia nervosa). Elas permanecem numa faixa de peso normal e acabam passando despercebidas.

 

Tipos de Anorexia

  1. Purgativa: envolve vômito auto induzido ou uso em excesso de laxantes, diuréticos e enemas como uma forma de livrar o corpo da comida consumida durante episódios de ingestão compulsiva, antes que estes sejam digeridos ou metabolizados.

  1. Não purgativa: utiliza outros métodos para prevenir o ganho de peso como o jejum prolongado ou exercícios em excesso.

 

Sinais e sintomas

Sinais de Compulsão Alimentar:

  • Falta de controle sobre a alimentação: não consegue parar de comer; comer a ponto de sentir desconforto físico e dor
  • Sigilo em torno da alimentação: só comer sozinho; esperar que todos saiam ou durmam para poder comer sem que ninguém veja
  • Comer grandes quantidades de alimentos sem que isso provoque ganho de peso
  • Desaparecimento de alimentos: comidas que somem da dispensa sem explicação, numerosas embalagens de comida no lixo, esconderijos de comidas
  • Alternância entre comer em excesso e jejum prolongado: raramente come refeições normais, é oito ou oitenta

Sinais de Comportamentos Purgativos:

  • Idas ao banheiro durante ou logo após as refeições: vai ao banheiro vomitar e muitas vezes deixa a torneira ligada para disfarçar barulhos de vômito
  • Uso de laxantes, diuréticos ou enemas depois de comer
  • Cheiro de vômito: o banheiro ou a pessoa muitas vezes cheiram a vômito, apesar de tentativas de disfarçar o cheiro como enxague bucal, perfume, spray de ambientes, etc.
  • Exercício em excesso: pratica exercícios extenuantes, especialmente depois de comer

Sinais físicos:

  • Machucados nos dedos ou mãos: provocados por enfiar os dedos na garganta com o intuito de induzir vômito
  • Bochechas inchadas: provocadas por vômitos repetitivos
  • Dentes descoloridos ou amarelados: devido a exposição constante aos ácidos do estômago
  • Flutuações constantes de peso

Sinais psicológicos:

  • Preocupação constante com comida, peso e forma
  • Sensibilidade a comentários relacionados a comida, peso, forma e exercícios
  • Baixa autoestima e sentimentos de vergonha, auto aversão e culpa, especialmente depois de comer
  • Distorção da imagem corporal: se vê como gorda, mesmo estando com um peso normal para a idade e altura
  • Depressão, ansiedade e irritabilidade
  • Insatisfação corporal extrema

 

Causas e efeitos

Não existe uma causa específica para a bulimia. Enquanto baixa autoestima e preocupação com a imagem corporal tem um grande papel no desenvolvimento desse transtorno, outros fatores importantes também contribuem como causas. Em muitos casos, pessoas que sofrem com bulimia (e outros transtornos alimentares) tem muita dificuldade em manejar suas emoções de uma maneira saudável. A alimentação pode ser uma forma de lidar com suas emoções, por isso elas acabam recorrendo a este mecanismo em momentos de raiva, tristeza, estresse e ansiedade.

Os maiores fatores de risco para o desenvolvimento da Bulimia Nervosa são:

  • Imagem corporal deturpada
  • Baixa autoestima
  • Mudanças de vida estressantes
  • Histórico de trauma ou abuso

Já os efeitos associados à Bulimia Nervosa podem ser extremamente graves e colocar o corpo e até a vida em risco. Alguns deles são:

  • Dor de garganta crônica, indigestão, azia e refluxo
  • Inflamação e ruptura do esôfago e estômago devido aos vômitos frequentes
  • Úlcera de estômago e intestino
  • Movimentos intestinais irregulares crônicos, constipação e/ou diarreia devido ao uso deliberado de laxantes
  • Osteoporose
  • Distúrbios menstruais em mulheres e meninas
  • Maior risco de infertilidade em homens
  • Batimentos cardíacos irregulares ou fracos que podem levar a um aumento do risco de falência cardíaca

 

Tratamento

É possível se recuperar da bulimia, mas este pode ser um processo longo e difícil. O primeiro passo é reconhecer que existe um problema e ter o desejo genuíno de melhorar e isso pode envolver uma grande mudança de estilo de vida tanto para a pessoa afetada quanto para seus familiares e amigos.

O tratamento normalmente começa com a psicoterapia, cujo objetivo é ajudar a pessoa a estabelecer atitudes saudáveis em relação a alimentação. As pessoas com bulimia precisam explorar e compreender questões e sentimentos que estão contribuindo para o seu transtorno alimentar, assim como mudar suas atitudes em relação a comida e peso. Sendo assim, as principais metas da psicoterapia são identificar quais são os desencadeadores dos episódios de compulsão alimentar e desenvolver mecanismos para lidar com eles no futuro que não envolvam a alimentação, assim como o desenvolvimento de um relacionamento mais saudável com o seu corpo.

Além disso, é comum a prescrição de antidepressivos especialmente de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina – ISRS.

Quanto mais tempo uma pessoa tem bulimia, mais difícil é para elas reaprender hábitos de alimentação saudáveis. Por isso, é extremamente importante que o tratamento comece o mais cedo possível, oferecendo ao paciente maiores chances de recuperação.

 

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