Anorexia Nervosa

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A anorexia é uma doença séria que afeta homens e mulheres de todas as idades.

É normal se preocupar com o corpo e querer estar magra, mas quando este desejo vira uma preocupação que passa a tomar conta dos hábitos alimentares, pensamento e vida de uma pessoa, é sinal que ela pode ter desenvolvido um transtorno alimentar. Para algumas pessoas, controlar a alimentação e o peso pode ser uma maneira de controlar áreas da sua vida que parecem fora de controle, para outras, a sua autoimagem pode vir a definir a sua autoestima. A anorexia também pode ser uma forma de expressar emoções que podem parecer complexas ou assustadoras demais como tristeza, estresse ou ansiedade.

As razões que fazem uma pessoa desenvolver uma anorexia variam de pessoa para pessoa, mas algumas razões conhecidas são: predisposição genética e uma combinação de fatores ambientais, sociais e culturais. Dietas radicais e exercícios físicos em excesso também podem contribuir para o desencadeamento da anorexia.

A anorexia é caracterizada pelas seguintes características:

  • Recusa de manter um peso corporal saudável
  • Medo intenso de ganhar peso
  • Imagem corporal distorcida

Como o medo de engordar é extremamente intenso, as horas das refeições podem se tornar algo extremamente estressante. Boa parte do dia gira em torno de pensar sobre dietas, quantas calorias foram consumidas, quantos calorias foram gastas, quanto ainda é preciso emagrecer – deixando pouco ou nenhum tempo para amigos, família e outras atividades que, antes, eram prazerosas. A vida vira uma busca incansável por magreza. Mas não importa o quão magra a pessoa fique, nunca é o suficiente.

 

Tipos de Anorexia

  1. Restritiva

Pessoas com esse tipo de anorexia diminuem severamente a quantidade de comida consumida (especialmente carboidratos e gorduras), pulam refeições, contam calorias e muitas vezes praticam exercícios em excesso.

  1. Ingestão compulsiva/purgativa

Pessoas com esse tipo de anorexia também diminuem drasticamente a quantidade de comida consumida, mas além disso, também podem apresentar episódios de ingestão compulsiva de uma grande quantidade de alimentos (geralmente ocasionada por uma “perda de controle”). Já os comportamentos purgativos envolvem, vômitos deliberados, e uso exagerado de laxantes, diuréticos e enemas para compensar a ingestão de alimentos.

 

Sinais e sintomas

Físicos: Perda de peso rápida ou variações de peso frequentes; Amenorreia em mulheres e meninas e perda de libido em homens; Desmaios e tonturas; Sentir frio o tempo todo, mesmo quando está calor; Inchaço, constipação ou desenvolvimento de intolerância a alimentos; Cansaço e dificuldade em dormir; Letargia, pouca energia; Alterações faciais (palidez, olheiras); Aparecimento de pelos finos no rosto e corpo.

Psicológicos: Preocupação com a ingestão de alimentos, comidas, corpo e peso; Ansiedade e irritabilidade nas horas das refeições; Medo intenso de ganhar peso; Incapacidade de manter um peso saudável para a idade e altura; Depressão e ansiedade; Capacidade de pensamento e concentração reduzida; Pensamentos radicais (por exemplo, tais comidas são boas ou ruins); Distorção da imagem corporal (se ver como acima do peso quando, na verdade, está abaixo do peso); Autoestima baixa e perfeccionismo; Sensibilidade aumentada a comentários relacionados a comida, peso, corpo e exercícios; Extrema insatisfação com a imagem corporal.

Comportamentais: Dieta interminável (jejum prolongado, contagem de calorias, evitação de grupos de comidas como gorduras e carboidratos); Uso deliberado de laxantes, supressores de apetite, enemas e diuréticos; Comportamentos repetitivos e obsessivos relacionados ao corpo e ao peso (pesagens frequentes, olhar frequentemente no espelho, beliscar a cintura ou pulso para checar possíveis gorduras corporais); Evidência de ingestão compulsiva de alimentos (desaparecimento ou acúmulo de comidas); Comer sozinha ou evitar comer com outras pessoas; Comportamento antissocial (passar cada vez mais tempo sozinha); Manter segredo quando o assunto é comida (dizer que comeu, quando não comeu, esconder comidas que deveria ter comido); Exercícios físicos em exagero (se exercitar mesmo quando o tempo está ruim, se exercitar mesmo quando está doente ou machucada, sentir-se ansiosa quando não é possível se exercitar); Mudanças radicais em preferências alimentares (parar de gostar repentinamente de uma comida que sempre gostou, desenvolvimento de intolerâncias ou alergias a alimentos, virar vegetariana); Rituais obsessivos de preparação ou ingestão da comida (comer extremamente devagar, cortar a comida em pedaços muito pequenos, insistência em servir a comida na mesma hora todos os dias); Comportamentos de autolesão, abuso de substâncias e tentativas de suicídio.

 

Causas e efeitos

Não existe uma resposta simples para quais são as causas da anorexia e outros transtornos alimentares. A anorexia é uma condição complexa que emerge da combinação de diversos fatores sociais, emocionais e biológicos. Apesar do ideal cultural de magreza ter um papel poderoso, existem outros fatores muito importantes como o ambiente familiar, problemas emocionais, baixa autoestima, e experiências traumáticas.

Os maiores fatores de risco para o desenvolvimento da anorexia nervosa são:

  • Insatisfação com o corpo
  • Dietas radicais
  • Baixa autoestima
  • Dificuldades em expressar sentimentos
  • Perfeccionismo
  • Relações familiares problemáticas
  • Histórico de abuso físico ou sexual
  • Histórico familiar de transtornos alimentares

Os efeitos associados com a Anorexia são severos e podem ser fatais. Alguns deles são:

  • Anemia (deficiência de ferro)
  • Sistema Imunológico comprometido (a pessoa fica doente constantemente)
  • Problemas intestinais (dor abdominal, constipação, diarreia)
  • Distúrbios menstruais em mulheres e meninas
  • Maior risco de infertilidade em homens e mulheres
  • Falência renal
  • Osteoporose
  • Problemas cardíacos (anormalidades cardíacas, parada cardíaca súbita)
  • Morte

 

Tratamento

 Idealmente, o tratamento da anorexia é feito através de uma equipe multidisciplinar que envolve profissionais da saúde mental (psicólogos e psiquiatras), profissionais de saúde (médicos que tratarão os efeitos da desnutrição no corpo) e nutricionistas (que ensinarão padrões saudáveis de alimentação).

O tratamento psicológico é comprovadamente eficaz na redução da severidade, impacto e duração da Anorexia Nervosa. As metas a longo prazo do tratamento psicológico incluem o ganho de peso, uma alimentação e prática de exercícios normais, sendo a completa recuperação psicológica e física o objetivo final.

Na terapia o paciente aprenderá a lidar com as questões emocionais por trás da anorexia (estresses da vida, crenças não construtivas sobre alimentação e peso corporal, e certas características de personalidade que podem, em parte, contribuindo para o quadro de anorexia).

Terapia de Família: A anorexia não afeta somente um indivíduo. Ela pode ter um grande impacto em toda a família. Por isso, intervenções familiares são parte importante do tratamento, especialmente no caso de pessoas jovens.

A terapia de família deve focar no transtorno alimentar e no envolvimento familiar (discutindo como que a anorexia afeta a cada um deles). Também é um espaço interessante para a família aprender mais sobre a condição e sobre como eles podem ajudar (assim como atrapalhar) no tratamento.

 Tratamento medicamentoso: O uso de medicação como única forma de tratamento geralmente não é muito eficaz no tratamento da anorexia. Normalmente é usado em combinação com os métodos mencionados acima, no tratamento de problemas psicológicos (como transtorno obsessivo compulsivo – TOC – ou depressão). Os medicamentos mais utilizados são os Antidepressivos (especificamente os Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina – ISRS) e os antipsicóticos.

 

É possível se recuperar da anorexia?

Sim! É possível! Mesmo que você já esteja vivendo com essa doença há muitos anos. A caminhada em busca da recuperação pode ser longa e desafiadora, porém com a equipe certa dando suporte e um alto nível de comprometimento por parte tanto do paciente, quanto de sua família e amigos, a recuperação é possível. Procure a ajuda de um profissional se você ou alguém que você conhece sofre com essa doença. Quanto mais cedo, melhor.

Alguns vídeos sobre o tema da Anorexia.

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O cérebro, a mente e os Transtornos Alimentares

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Crônicas da Anorexia

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