Diagnóstico: Transtorno Depressivo

Diagnóstico: Transtorno Depressivo 2018-04-15T16:45:57+00:00

A depressão é um transtorno muito comum e afeta milhões de pessoas no mundo. É muito debilitante e quase sempre impacta diversos aspectos da vida de uma pessoa (trabalho, família, alimentação, sono, etc.). A depressão é caracterizada por um humor cabisbaixo, baixa autoestima e uma perda de interesse por atividades prazerosas.

A maioria das pessoas se sente triste ou deprimida em algum momento da vida, principalmente após perdas significativas ou em momentos de crise. Mas quando estes sentimentos passam a ser muito intensos e duradouros, permanecendo por semanas ou meses e, de alguma forma, passam a impedir alguém de realizar tarefas básicas do dia a dia, pode ser que tenha se instalado um quadro depressivo.

 

Sinais e Sintomas:

Você pode estar deprimido se, por mais de duas semanas, você tem se sentido triste, para baixo ou miserável grande parte do tempo, ou você perdeu interesse ou o prazer em fazer atividades usuais, e também tem vivenciado diversos sinais e sintomas de pelo menos três das categorias mencionadas abaixo.

  • Comportamento: não sai mais de casa; não finaliza tarefas no trabalho ou escola; anda se afastando de familiares e amigos próximos; se apoiando no uso de álcool ou sedativos; não realiza atividades prazerosas usuais; dificuldade de concentração.

  • Sentimentos: sentindo-se sobrecarregado, culpado, irritável, frustrado, sem confiança, infeliz, indeciso, desapontado, miserável, triste.

  • Pensamentos: “sou um fracasso”, “a culpa é minha”, “nada de bom acontece comigo”, “eu não valho nada”, “a vida não vale a pena”, “as pessoas estariam melhor sem mim”.

  • Físicos: cansado o tempo todo, doente ou desgastado, dores de cabeça e musculares, problemas intestinais, falta ou excesso de sono, perda ou alterações no apetite, mudanças significativas de peso

A severidade, intensidade e frequência dos sintomas da depressão variam de pessoa para pessoa de acordo com a forma que ela lida com suas dificuldades e da gravidade do quadro instalado.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM5) os grandes indícios de depressão são humor deprimido e a falta de interesse por atividades antes consideradas prazerosas. Sendo assim, para que se possa fazer um diagnóstico de depressão, esses sinais devem estar presentes em grande parte do dia por pelo menos duas semanas. Além disso, eles devem estar causando impacto significativo na vida do paciente e não ter outras causas aparentes (como uso de drogas ou doenças físicas).

 

Causas:

Não se sabe exatamente o que causa a depressão e um número de coisas geralmente está associada ao seu desenvolvimento. A depressão normalmente resulta de uma combinação de eventos recentes e outros fatores pessoais de longo tempo.

Eventos da vida: Pesquisas sugerem que dificuldades contínuas – desemprego de longa duração, relacionamento abusivo ou indiferente, isolamento ou solidão contínua, estresse prolongado – têm maior chance de causar depressão do que eventos recentes estressantes. No entanto, eventos recentes (como perder o emprego) ou uma combinação de eventos podem desencadear a depressão se você já estiver em risco de desenvolvê-la devido a experiências negativas passadas ou outros fatores pessoais.

Fatores pessoais:

  • Histórico familiar: depressão pode ocorrer nas famílias e algumas pessoas terão um risco aumentado devido a herança genética. No entanto, ter um pai ou parente próximo com depressão não significa que você automaticamente terá a mesma experiência. Circunstâncias da vida e outros fatores pessoais também têm uma influência importante.

  • Personalidade: Algumas pessoas têm maior risco de apresentar depressão devido a personalidade, particularmente se elas têm uma tendência a se preocupar demais com as coisas, têm baixa autoestima, são perfeccionistas, sensíveis a críticas ou são demasiadamente autocríticas ou pessimistas.

  • Problemas de saúde sérios: o estresse e a preocupação de ter que lidar com uma doença séria pode levar a depressão, especialmente se você está lidando com uma doença de longa duração ou dor crônica.

  • Uso de álcool ou drogas: o uso de álcool e drogas pode tanto causar quanto ser o resultado da depressão.

Mudanças no cérebro: Apesar de existirem muitas pesquisas nessa área complexa, ainda há muitas coisas que nós não sabemos. A depressão não é apenas o resultado de um desequilíbrio cerebral, provocada pelo fato de você ter muito ou pouco de um determinado neurotransmissor. Fatores como vulnerabilidade genética, diversos estressores da vida, substâncias que você consome (medicamentos, drogas e álcool) e problemas médicos também podem afetar a forma como o seu cérebro regula o humor.

É importante lembrar, no entanto, que todas as pessoas são diferentes e que geralmente é uma combinação de fatores que contribuem para o desenvolvimento da depressão. Nem sempre é possível identificar as causas da depressão e mudar as circunstancias que a está provocando. Mas, a coisa mais importante a se fazer é reconhecer os sinais e sintomas e buscar ajuda.

 

Tipos de depressão:

Os transtornos depressivos têm diversos tipos, e enquanto existem algumas similaridades para cada tipo de depressão, cada um tem seu próprio conjunto único de sintomas.

O tipo mais comumente diagnosticado é o Transtorno de Depressão Maior, uma condição cujo principal sintoma é um opressivo humor deprimido por mais de duas semanas. O humor depressivo afeta todas os lados da vida da pessoa, incluindo trabalho, a vida em casa, relacionamentos e amizades. Uma pessoa com esse tipo de depressão geralmente acha difícil fazer qualquer coisa ou ficar motivado, então, até mesmo procurar tratamento para esta condição pode ser um desafio.

Outro tipo de depressão é chamado de Distimia. A distimia é similar a depressão maior, mas os sintomas ocorrem por um período bem maior de tempo: mais de 2 anos. Esta é considerada uma forma crônica de depressão e o tratamento pode ser um desafio, uma vez que o indivíduo com distimia muitas vezes já tentou diversas formas de tratamento sem obter sucesso.

Um terceiro tipo de depressão é conhecido como Transtorno de ajuste com humor deprimido. Essa condição é diagnosticada quando a pessoa está se ajustando a uma mudança em sua vida que trouxe um alto nível de estresse. Esse transtorno pode ser diagnosticado até quando a pessoas está vivenciando uma boa mudança em sua vida (como um novo casamento ou o nascimento de um bebê). Como uma pessoa geralmente só precisa de um pouco mais de tempo e suporte para lidar com momento de estresse, o tratamento costuma ser rápido e simples.

Outro tipo de condição parece estar associada a duração dos dias e as estações do ano. O Transtorno Afetivo Sazonal (SAD) é um tipo de depressão mais comum no hemisfério norte, onde as pessoas apresentam sintomas de depressão maior, mas apenas em uma época específica do ano, geralmente o inverno, caracterizado por dias mais curtos e escuros.

A depressão também pode ser um sintoma de outros transtornos, como é o caso do Transtorno Bipolar. Mas apesar de ser um transtorno do humor, o transtorno bipolar não é uma forma de depressão. Ele é caracterizado por variações no humor das pessoas entre a depressão e a mania.

A depressão também está presente na Ciclotimia, ou Personalidade Ciclotímica, que é um transtorno de humor caracterizado por mudanças não tão extremas quanto as que ocorrem em pessoas com transtornos bipolares (uma vez que varia entre estados de hipomania e depressão).

Após a gravidez, mudanças hormonais no corpo de uma mulher podem causar sintomas de Depressão pós-parto. Durante a gravidez os hormônios femininos progesterona e estrogênio aumentam muito no corpo da mulher. E nas primeiras 24 horas após o nascimento do bebê os níveis desses hormônios caem rapidamente de volta ao normal. E os pesquisadores acreditam que esta mudança abrupta pode ser a responsável pelo surgimento da depressão, da mesma forma que alterações hormonais bem menos significativas durante o período pré-menstrual também são capazes de afetar o humor das mulheres.

 

Terapia para depressão:

A terapia é uma ótima ferramenta no tratamento da depressão, já que nela é possível aprender formas de lidar com os sintomas e maneiras de prevenir recaídas. A terapia também pode ajudar a encontrar as raízes da depressão (o que contribui para que ela se instale, o que a desencadeia, por que a pessoa se sente dessa forma, o que fazer para não se sentir assim, etc.).

Sendo assim, a terapia pode ajudar a compreender e mudar padrões de relacionamento destrutivos e a estabelecer relações mais positivas e saudáveis. Pode ajudar a lidar com problemas da vida de formas diferentes e mais leves, além de ajudar a estabelecer limites mais saudáveis ao aprender a dizer não para coisas que não fazem bem.

 

Tratamento Medicamentoso

O principal tratamento para a depressão é o de antidepressivos. Existe muita confusão em torno do uso desses remédios e apesar de não se saber explicar muito bem como eles funcionam, sabe-se que eles podem ser muito úteis no tratamento de depressão moderada a severa, assim como em alguns tipos de transtornos de ansiedade.

Sendo assim, se você tem depressão moderada a severa o seu médico pode prescrever medicamentos antidepressivos, além de tratamento psicológico. Os antidepressivos são prescritos quando outras formas de tratamento não obtiveram sucesso ou quando os tratamentos psicológicos sozinhos não serão capazes de tratar a condição devido a severidade do caso.

 

O que você precisa saber sobre o tratamento da depressão?

Nem sempre é rápido encontrar o tratamento certo: é preciso estar aberto a mudanças e a experimentar. Às vezes é preciso um jogo de erro e acerto até encontrar o tratamento certo. Seja qual tipo e dosagem de remédio você vai tomar ou qual terapeuta você se consultar, nem sempre você vai encontrar a resposta certa logo na primeira tentativa.

Procure apoio social: quanto mais você busca apoio de outras pessoas, mais você se protege dos sintomas da depressão! As vezes o simples fato de estar junto de outras pessoas pode ajudar muito!

Não dependa apenas do tratamento medicamentoso: a medicação é de grande importância no tratamento, mas outros tratamentos podem gerar enormes benefícios, uma vez que a medicação funcionará muito mais se for utilizada concomitantemente a mudanças de estilo de vida. Faça terapia, exercite-se, saia com amigos, medite, etc. Busque atividades que lhe tragam bem-estar!

O tratamento exige tempo e dedicação: a melhora não acontece do dia para noite e chances são que haverá recaídas. Não se desanime se seu tratamento estiver demorando muito. Pode ser frustrante, mas todo processo de cura precisa de tempo para acontecer.

Alguns vídeos sobre o tema da depressão.

Sugestão de Filmes e Séries

fdbipolar00

Clique na imagem acima para ver a nossa sugestão de filmes

Textos sobre o tema

fdbipolar00

Clique na imagem acima para ler nossos textos sobre o tema.

Infográficos

depreXtriste

INFO_depressao_final

depressioninfo04

Compartilhar:

invisible tags

diagnósticos, transtorno depressivo, depressão, infográfico