Terapia de Família

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Na Terapia de Família de preferência todos os membros da família nuclear (pai, mãe, filhos e pessoas que morem juntas na casa) devem participar das sessões. Em algumas sessões pode ser necessário convocar membros da família extensa (avós, tios, primos, ou até amigos muito próximos). Além disso, existem sessões em que trabalhamos com o que chamamos de “recortes da família” que são sessões extras realizadas, por exemplo, só com os pais ou só com os filhos.

As sessões de Terapia de Família geralmente ocorrem quinzenalmente e tem 1 hora de duração. Outra característica é que o atendimento é muitas vezes realizado em co-terapia, ou seja, a sessões são realizadas por dois terapeutas.

A Terapia de Família baseia-se na crença que a família constitui um sistema social único e possui uma estrutura e padrões de comunicação únicos. Esses padrões são determinados por diversos fatores como: crenças e valores dos pais, a personalidade dos membros da família, e a influência da família extensa. A personalidade de cada família é extremamente poderosa e afeta a todos os membros.

Outra concepção importante da Terapia de Família é que a doença de um membro da família pode ser um sintoma de um problema familiar mais amplo. Sendo assim, tratar somente um membro da família que está doente seria como tratar um sintoma da doença, sem tratar a doença em si.

Durante as sessões de terapia os membros da família precisam compreender qual é a sua parcela de responsabilidade dentro dos problemas que os levaram a procurar terapia. Para conseguir melhores resultados todos os membros da família devem comparecer a terapia e trabalhar em cima de metas em comum. Mas caso um membro da família se recuse a comparecer as sessões, os outros ainda assim podem se beneficiar do tratamento.

Isso acontece pois nós acreditamos que da mesma forma que um sistema pode influenciar uma pessoa, uma pessoa é capaz de influenciar um sistema. Dessa forma, se imaginarmos que numa família de quatro pessoas, apenas uma se recusa a frequentar a terapia, as outras três podem dar continuidade ao processo e ainda assim afetar aquela que não está lá. Se acreditamos que padrões de comportamento podem ser mantidos e até reforçados pelo grupo no qual uma pessoa está inserida, se diversas pessoas de uma mesma família se unem na ideia de mudar, as diversas pequenas tentativas de mudanças se somam obtendo-se, ao final, um resultado expressivo (este é o motivo pelo qual a terapia familiar é conhecida por um processo mais rápido do que as terapias individuais).

Sendo assim, terapeutas de família tem como objetivo ajudar seus pacientes a terem mais consciência do funcionamento do sistema familiar e a focar a atenção menos no membro da família que foi identificado como doente, e mais na família como um todo. Além disso, devem ajudar a família a identificar conflitos e ansiedades e a desenvolver novas e mais eficientes estratégias para lidar com eles. Para que tudo isso aconteça é importante fortalecer todos os membros da família e suas relações para que eles possam trabalhar suas dificuldades.

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