Diagnóstico: TDAH

Diagnóstico: TDAH 2018-05-17T00:53:04+00:00

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) afeta crianças e adolescentes e pode continuar durante a vida adulta e é o transtorno mental mais diagnosticado em crianças. Ele tem três subtipos: (1) Predominantemente hiperativo (TH); (2) Predominantemente Desatento (TDA); e (3) Hiperativo e desatento (TDAH). A maioria das crianças diagnosticadas estão na terceira categoria.

Para ser diagnosticada uma criança precisa apresentar sintomas por pelo menos 6 meses e estes costumam aparecer muito cedo na vida (entre os 3 e 6 anos).

O TDAH é mais comum em meninos do que em meninas. Normalmente é descoberto nos primeiros anos da escola, quando a criança começa a demonstrar dificuldade em prestar atenção nas aulas.

Já os adultos com TDAH podem apresentar dificuldade em administrar o tempo, com a organização, em estabelecer metas, e permanecer fixo em um emprego. Eles também podem apresentar problemas nos relacionamentos, autoestima e addicção.

 

O que não é TDAH?

Muitas crianças e adultos se distraem facilmente e têm dificuldade de completar tarefas. Para ter TDAH, no entanto, tais comportamentos precisam aparecer antes dos 7 anos de idade e permanecer por pelo menos 6 meses. Além disso, os sintomas precisam criar problemas em pelo menos duas áreas da vida da criança – na escola, no play, em casa, na comunidade ou na vida social.

Se uma criança parece agitada demais no play, mas não em outros lugares, o problema provavelmente não é TDAH. O mesmo serve para se o problema de comportamento só aparece em sala de aula. Além disso, é importante prestar atenção se os sintomas que a criança está demonstrando não podem ser apenas situacionais, por exemplo, no caso de sintomas que aparecem quando algum membro da família faleceu, um dos pais perdeu o emprego, ou no caso de divórcio dos pais.

Desatenção, hiperatividade e impulsividade são os comportamentos chave do TDAH. É normal que crianças sejam desatentas, hiperativas e impulsivas às vezes, mas para as crianças com esse transtorno esses comportamentos são muito mais severos e ocorrem com muito mais frequência. Como é muito fácil confundir crianças que são simplesmente bagunceiras com crianças que tem TDAH é muito importante que qualquer diagnóstico seja feito com muito cuidado e por um especialista de confiança.

 

Sintomas em crianças

Os sintomas são agrupados em três categorias:

  • Sintomas de Desatenção: dificuldade em se focar em apenas uma coisa, ficar entediada rapidamente, a não ser que seja uma atividade do próprio interesse, dificuldade de aprender coisas novas, esquecer coisas, ficar trocando de uma atividade para outra sem finalizar nenhuma, dificuldade de seguir instruções.
  • Sintomas de Hiperatividade: não parar quieto, falar incessantemente, estar constantemente em movimento, querer tocar, mexer e brincar com tudo que está a vista, dificuldade em realizar atividades silenciosas, dificuldade em permanecer sentado.
  • Sintomas de Impulsividade: ser extremamente impaciente, agir inconsequentemente, falta de controle sobre as emoções, falar ou se comportar de forma inapropriada, dificuldade de esperar por coisas, interromper atividades constantemente.

 

Sintomas em adultos

Os sintomas do TDAH podem mudar conforme a pessoa fica mais velha. Eles incluem: atrasos e esquecimentos crônicos; ansiedade; baixa autoestima; problemas no trabalho; dificuldade em controlar a raiva; impulsividade; abuso ou dependência de substâncias químicas; desorganização; procrastinação; se frustrar facilmente; tédio crônico; dificuldade de concentração na leitura; alterações de humor; depressão; problemas nos relacionamentos; entre outros.

Para um adulto ser diagnosticado com TDAH ele precisa apresentar sintomas desde a infância.

 

Causas

As causas do TDAH ainda não são conhecidas. De acordo com as pesquisas diversas coisas podem levar a esse transtorno, incluindo:

  • Hereditariedade: O TDAH tende a se repetir em famílias.
  • Desequilíbrio químico: As substâncias químicas cerebrais em pessoas com TDAH podem estar fora de equilíbrio
  • Mudanças cerebrais: As áreas do cérebro que controlam a atenção estão menos ativas em crianças com TDAH.
  • Má nutrição, infecções, tabagismo, beber e abuso de substâncias durante a gravidez: Essas coisas podem afetar o desenvolvimento do cérebro de um bebê.
  • Toxinas, como chumbo podem afetar o desenvolvimento cerebral de uma criança.
  • Uma lesão cerebral ou um distúrbio cerebral: Danos na parte frontal do cérebro, chamados de lobo frontal, podem causar problemas com o controle de impulsos e emoções.

 

Tratamento

Muitos sintomas podem ser manejados com terapia e medicação.

Medicação: No Brasil os medicamentos psicoestimulantes disponíveis são o metilfenidato (comercializado como Ritalina ou Concerta) e a lisdexanfetamina (comercializada como Venvanse). Os psicoestimulantes tem por função potencializar o funcionamento cerebral, uma vez que atuam sobre o neurotransmissor dopamina, obtendo-se uma redução dos sintomas da hiperatividade e aumentando a capacidade de atenção.

Como estes medicamentos interferem no metabolismo da dopamina (neurotransmissor responsável pelo controle da motivação, regulação dos níveis de energia e do prazer), eles precisam ser prescritos com extremo cuidado e por isso, fazem parte dos medicamentos classificados como “tarja preta”.

A ideia de um tratamento exclusivamente medicamentoso para o TDAH está cada dia mais ultrapassada, já que este traz consigo diversas limitações. Como mencionado acima, é um medicamento de tarja preta que está sendo constantemente prescrito para crianças; além disso os efeitos duram apenas a curto prazo (de 3 a 4 horas, no caso da Ritalina; 6 a 8 no caso da Ritalina LA ou Concerta; e 12h no caso do Venvanse), o que cria a necessidade de manter o consumo por tempo indeterminado e, por último, ainda existem os possíveis efeitos colaterais da medicação.

Psicoterapia: Normalmente esse tratamento tem um foco na mudança do comportamento. A psicoterapia pode ajudar uma pessoa com TDAH a aprender maneiras mais eficientes de lidar com suas emoções e frustrações, além de ajudar a melhorar a autoestima. A terapia com a família também pode ajudar os pais a entender melhor a criança e formas mais eficazes de lidar com seus “maus comportamentos”.

 

Prognóstico

Crianças com TDAH precisam da supervisão e compreensão de seus pais e professores para atingir seu potencial na escola. É natural que os pais e a criança sintam-se frustrados, principalmente antes de existir um diagnóstico e um tratamento. Mas, muitas pessoas com TDAH vivem uma vida de sucesso, feliz e realizada. O tratamento ajuda, mas é importante estar sempre atento aos sintomas e visitar regularmente um médico, pois às vezes, a medicação e o tratamento param de funcionar e pode ser necessário fazer alterações no plano de tratamento. Além disso, muitas pessoas ficam melhores com o início da vida adulta e podem parar o tratamento.

Alguns vídeos sobre o tema do TDAH.

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